Polícia Civil solicita bloqueio de R$ 25 milhões do patrimônio de empresas suspeitas de fraudes
“Operação Clavus” foi deflagrada nessa quarta-feira (6) para investigar possíveis fraudes em licitações e na execução de contratos públicos em seis cidades cearenses
Visando ressarcir os prejuízos causados aos cofres públicos, a Polícia Civil do Ceará (PC-CE) solicitou, durante a “Operação Clavus”, deflagrada nessa quarta-feira (6), o bloqueio de mais de R$ 25 milhões depatrimôniosde empresas alvos de operação no Estado.
Conforme a Polícia Civil, além de solicitar o bloqueio da ordem de R$ 20 milhões de ativos financeiros nas contas dos alvos das investigações, houve pedido de sequestro de cerca de R$ 5 milhões em bens, dentre os quais 20 veículos e imóveis.
Fraude em licitações e na execução de contratos
A “Operação Clavus” foi deflagrada para investigar suspeita de fraude em licitações e na execução de contratos públicos em seis cidades. Os detalhes foram repassados na manhã desta quinta-feira (7), durante coletiva de imprensa realizada na sede da Superintendência da Polícia Civil, no Centro de Fortaleza.
A investigação envolve empresas que prestam serviços e locações para várias prefeituras no Ceará, especialmente em Nova Russas, no oeste do Estado, e em Tamboril, no Sertão de Crateús. Também foram executados mandados de busca e apreensão e outros quatro de prisão preventiva em Fortaleza, Maracanaú, Massapê e Sobral.
As empresas alvos da operação têm contratos de quase R$ 160 milhões com prefeituras no Ceará, celebrados entre os anos de 2015 a 2021.
De acordo com o delegado geral da Polícia Civil do Ceará, Sérgio Pereira, durante a diligência de busca e apreensão na sede de uma das duas empresas investigadas, no município de Massapê, “nada existia na empresa: nem móveis, nem funcionários, nem servidores, nada; era apenas casca”.
Durante a operação, que também buscou novos elementos de provas, foram executados mandados de prisão preventiva, busca e apreensão especialmente em Nova Russas e Tamboril. Até agora, três pessoas foram presas.
Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos em duas residências em Sobral, onde foram presos dois empresários. Um deles, apontou o delegado adjunto da Delegacia de Combate à Corrupção Marcelo Veiga, também é agente público da Prefeitura de Nova Russas, local onde foi registrada a maior parte financeira.
Fraudes podem chegar a R$ 160 milhões
“No entorno de todas as atividades das empresas a nossa estimativa é de que as licitações fraudulentas possam chegar a até R$ 160 milhões. Nós prendemos três pessoas ontem, uma fugiu no momento do cumprimento do mandado de prisão, está foragida, já temos equipes na busca”, disse Veiga.

Foto: Divulgação/Polícia Civil
Delegado titular da Delegacia de Combate à Corrupção, Osmar Berto também participou da coletiva e detalhou que a investigação foi iniciada a partir da denúncia de transações financeiras suspeitas, da ordem de R$ 1,5 milhão, na conta bancária de um funcionário de uma das empresas, cuja renda mensal declarada era de apenas um salário mínimo.
Com o aprofundamento da investigação, a Polícia chegou a outras pessoas que fazem parte do esquema de fraudes.
“Identificadas as empresas e as pessoas que estavam envolvidas no esquema, se representou judicialmente por medidas cautelares, que foram: busca e apreensão nas empresas, nas residências de alguns funcionários e dos proprietários dessas empresas, sequestro de bens e valores para se garantir o ressarcimento ao erário e também pela prisão preventiva de quatro pessoas, que seria o núcleo duro desse esquema criminoso”.
Nomeada de “Operação Clavus”, a ação é coordenada pela Delegacia de Combate à Corrupção (Decor) e conta com o reforço de 50 policiais.
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