Fortaleza empata sem gols com o CSA e fica com o vice da Série C

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O Fortaleza bateu na “trave” pela terceira vez na busca por um título nacional desde os anos 2000 e ficou com o vice da Série C na decisão diante do CSA, na noite deste sábado, 21, no estádio Rei Pelé, ao ficar num empate sem gols com o rival. Apesar de o grito de campeão não ter se concretizado, a equipe do Leão encerrou a participação na Terceirona com dever cumprido pela conquista do maior objetivo na temporada: o acesso após 8 anos na competição.

O time de Antônio Carlos Zago se mostrou aguerrido, mas faltou criatividade na finalização da jogada. O Tricolor teve, nos dois tempos, a maior posse de bola, entretanto, não soube aproveitar o domínio em campo para balançar as redes.

Precisando reverter o placar do jogo da ida (2 a 1), o time cearense foi se perdendo na partida à medida que o tempo passava. Os passes errados começaram a aparecer com mais frequência. No momento de ter tranquilidade, vinha a afobação de finalizar a jogada.

Enquanto Zago montou o time para se lançar ao ataque, o CSA de Flávio Araujo se fechou lá atrás e dificultou as investidas do rival. O sistema defensivo do Azulão funcionou bem e impediu, na maior parte dos 90 minutos de jogo, a entrada dos cearenses na grande área. Sem se expor a maiores perigos, os alagoanos mantiveram o placar e garantiram o título da Terceirona.

Apesar do resultado negativo, a torcida do Fortaleza reconheceu a entrega dos atletas e aplaudiu o time no fim do jogo. Tricolor repete os feitos de 2002 e 2004, quando ficou com o título de vice-campeão da Série B.

O JOGO

O Fortaleza entrou no jogo sabendo que precisaria ter paciência e tranquilidade para balançar as redes e reverter o placar diante do CSA. Na prática, não foi isso que o time demonstrou. Desde o começo da partida, a equipe comandada por Zago mostrou ansiedade de querer resolver a peleja logo, mas errava passes fáceis, buscava opções mais difíceis e se complicava no momento da finalização.

No primeiro tempo de jogo, o Fortaleza ficou mais com a bola, chegava mais ao ataque, mas não conseguia transformar o domínio em perigo real. A principal chance do Leão na etapa veio aos 14 minutos com Leandro Cearense invadindo a área dos alagoanos e finalizando rasteiro, mas o goleiro Mota salvou.

Ronny, que foi o escolhido para substituir Éverton, ainda levou perigo ao goleiro Mota chutando de fora da área, mas o arqueiro mais uma vez defendeu. A escolha pelo camisa 8 se mostrou ineficiente à medida que o jogo passava, tendo em vista que a principal característica do atleta – o chute de longe – não era utilizada pela forte marcação da equipe de Maceió. Com o meia em campo, o Leão ainda perdia em velocidade.

Do lado do Azulão, o time se fechava lá atrás e tentava sair rápido no contra-ataque. A estratégia do treinador Flávio Araújo surtiu efeito no setor defensivo. No ataque, a equipe buscava alguns chutes de fora da área e investia nas bolas alçadas em Michel Douglas, que brigou bastante no duelo com Edimar e Adalberto. A chance mais perigosa do CSA ocorreu no início do confronto, aos 8 minutos, numa confusão criada após cobrança de falta lançada na área do Fortaleza.

Para o segundo tempo, os dois treinadores mantiveram os times. O Fortaleza continuou da mesma forma como terminou a primeira etapa: com maior posse de bola, mas sem efetividade.

A tentativa de Leandro Lima de encobrir o goleiro com chute do meio de campo representava a falha da jogada trabalhada para chegar ao gol. Os chutes de fora da área ficaram mais constantes, assim como as buscas pelas bolas alçadas. Ronny explorava os cruzamentos, mas a zaga do Azulão se sobresaía

Zago ainda lançou a campo Gabriel Pereira, Vinicius Baiano e Vinicius Pacheco nos lugares de Felipe, Ronny e Hiago. Entretanto, as substituições não surtiram efeito e o placo seguiu inalterado. Do lado do CSA, Maxuell substituiu o centroavante Michel Douglas e levou perigo à defesa tricolor.

Vendo o panorama do jogo, a torcida do Azulão começou a fazer a festa ainda aos 25 minutos do segundo tempo com gritos de campeão. Os alagoanos conseguiram bloquear os ataques do Fortaleza até o último minuto e ficaram com o título.

Ficha Técnica

CSA: Mota; Celsinho, Leandro Souza, Jorge Felipe e Raul Diogo; Dawhan, Boquita e Daniel Costa; Edinho (Didira), Michel Douglas (Maxuell) e Marcos Antônio

Fortaleza: Boeck; Felipe (Gabriel Pereira), Edimar, Adalberto e Bruno Melo; Anderson Uchôa, Ronny (Vinicius Pacheco), Pablo, Leandro Lima e Hiago (Vinicius Baiano); Leandro Cearense

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Marcio Sousa

Radialista profissional há mais de 15 anos

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